quinta-feira, setembro 06, 2007

Pequena nota mais pequena que o título sobre o facto de não saber nada sobre mulheres e isso me estar sinceramente a assustar.



Escreve “FODE-ME” no peito, sai nú para a rua e atravessa a cidade. Se alguém te realmente quiser foder, aceita-o e sorri! Só assim estarás perto de saber o que é ser mulher.
L word


Eu não sei e tenho medo, um medo terrivel e castrador, quando o encaro de frente. Uma espécie de temor quente que esteve sempre cá mas que só dá de si no limite, um bocado como a consciência da morte nos ultímos segundos de vida ou whatever, nunca lá tive...

Sabem aqueles filmes em que há um serial killer e um policia num jogo do gato e do rato, em que o polícia se tenta meter na mente do criminoso dando origem a filtros verdes e movimentos de camera manhosos? Aceitando o desafio do assassino, o polícia quase se torna um também, até ser salvo pelo beijo da filha da contina... Quando me tento emergir na minha fabricação de como é ser mulher, desde o tempo das cavernas ao das Lojas do Cidadão, o que se sinto roça o mesmo.

Se a exposição é tão terrivel, se o mundo como existe não lhes oferece protecção e reforça sempre que pode um “poder feminino” que nada mais é que a habilidade para satisfazer ou seduzir um homem, então como sai uma mulher de casa??? Porque é que nunca são mulheres a passarem-se da marmita e a entrarem num sitio qualquer armadas até aos brincos com muito más intenções?? O que se passa, o que me estão a esconder? O Vikings tinham pavor de morrer a dormir muito provavelmente por causa das Vikings com quem dormiam, scary bitches...

Não consigo encarar a ideia de “homem” sem esconder nos seus confins um pavor imenso, escondido numa caixa de Pandora que apenas precisa de uma ou outra humilhação para ser aberta. Os soldados morrem a gritar pela Mãe e essa é para mim a unica verdade de um jogo de futebol.


Fuck, isto é tudo tão inutil... Se eu recebesse um livro com a verdade sobre homens e mulheres, o mais provável era não conseguir abri-lo. Tipo “A Verdade Sobre Deus”, potencial best-seller de cabeceira...
Btw, ya, L Word é muito bom, vejam se puderem... e kê.

terça-feira, agosto 28, 2007

Sou racista e estou contente (Abano o rabo)

Sim, afirmo já aqui que sou racista e com muito orgulho!
Vivemos num país onde a luta contra a discriminação cada vez mais cresce e flui em todos os segmentos sociais, onde quem é racista é olhado de lado, é marginalizado.
Mas são todos hipócritas, dizem que não são racistas, mas no seu intimo... lá está esse sentimento de diferença perante as outras raças, existindo sempre o pensamento de "rótulos", olha ali vai um..., aquele ali é um..., ou aquele ali tem uma relação com outro de uma raça diferente, sendo se fossem da mesma, nem sequer eram notados e alvos de qualquer pensamento...
Digo que este país está no estado que está porque existem muitos de outros países a virem para cá, roubando o lugar que é nosso por direito. E o pior é que se misturam em Interracialidade, despromovendo a pureza da nossa raça... É só mestiços, rafeiros de merda!
Sou serra da estrela puro e tenho muito orgulho. O problema que existe é a economia estar mal e os estrangeiros vem ocupar o lugar que era devido a nós, como somos maiores, comemos mais e ocupamos mais espaço, e as pessoas não estão para pagar tanto pela nossa alimentação, por isso pagam menos com os imigrantes Chihuahuas, Terries, e os que mais odeio são os caniches. Antes do 25 de Abril as famílias eram grandes, viviam em grandes casas com quintais onde podíamos viver à vontade, agora é uma vergonha, vivem em autenticas cubículos. Agora é vê-los nas ruas felizes com os seus donos, onde devíamos ser nós a lá estar. E depois por causa da miséria, abandonados , muitos tornam-se marginais, é só merda que fazem, especialmente no passeio, é só rafeiros pelas ruas a revirar os caixotes do lixo, a cometerem assaltos, especialmente aos talhos, a violência a aumentar, ataques ferozes sobre inocentes, propagando doenças como a raiva...
É vê-los a reproduzirem-se entre si e as raças cada vez mais a perderem-se, é só misturas por todo o lado...
Se este país quer avançar isto vai ter de acabar. Eu luto por isso, quero manifestar, quero ladrar bem alto, basta! Vão para a vossa terra!
Pertenço ao M.O.P. ( Matilha de Orgulho Pedigree), e à dois meses fizemos uma bonita manifestação no Terreiro do Paço, vieram camaradas nossos da Alemanha, um belo grupo de 50 pastores alemães, ladrámos em alto tom defendendo a pureza da raça. Mas como este país não é uma democracia que diz ser, fomos logo impedidos, uma carga de cães policias caiu sobre nós e lá tivemos de parar... Fascistas de merda!
Já me esquecia, também odeio pretos! Sempre que vejo um corro, ladro e mordo. Eu não era assim, mas tive um treino intensivo por parte do meu dono, o José Pinto Coelho do PNR. Antes não fazia distinção, eram todos iguais, desde que me dessem festinhas ou Friskies, era me indiferente...
Camaradas, VIVA PORTUGAL, viva uma nação valente cuja força marcha para a mudança de rumo, somente para a pureza do que é nacional.
Um bem haja a todos os Cães da Serra de Aires, Fila de S. Miguel, da Serra da Estrela, de Castro Laboreiro, de Gado Transmontano, e aos Podengos, Perdigueiro e Cães de Água portugueses!

Black Killer do MOP e PNR

quinta-feira, agosto 23, 2007

PIIII!!!!


Operadora- Atendimento ao Cliente Optimus, boa tarde. Com quem tenho o prazer de estar a falar?
Mulher- Boa tarde. È o seguinte... eu queria mudar de numero e queria saber se há algum custo associado.
O.- Com certeza, podia-me só dizer o seu...
M.- ... è que desde que estou na Optimus que nunca mudei de número e... pronto, não sei.
O.- Com certeza, podia-me dizer só o seu número, por favor?
M.- Err, sim... Pois, eu não o sei de cór, tenho que ir aqui à... Vou só aqui à lista ver o número, está bem?
O.- Esteja à vontade que eu aguardo.
M. -Ok, deixe-me só... Isto está uma confusão, não sei onde ponho nada! A minha secretária é um escândalo..
O.- Eheh, devia ver a minha. Zona de caos...
M.- É como eu. È como ter letra de médico sem ser médico, tá a ver?
O.- Sim, entendo perfeitamente. Não me chegou a dizer o seu nome...
M.- Ah, sim, fala ... espere, deixe-me procurar aqui atrás deste pisa-papéis, ou escultura como o chamam, whatever... Cá está a lista! Ora...
O.- ....
M.- ...Ora o número é o 937304459.
O.- Muito bem, deixe-me só confirmar...
M.- Sim...
O.- Vejo aqui que não é a primeira vez que muda o seu número, tenho registo de outra mudança, confirma?
M.- Outra?... Ah, sim, peço desculpa! Sim, já mudei uma vez, estas coisas às vezes passam-me. Sabe como é, isto às vezes só mudando de número porque há pessoas que não desgrudam e sabe como é, é melhor cortar logo...
O.- Como se trata de uma segunda mudança, o custo associado a obter um novo número é de 10 euros, a serem descontados no seu saldo. Deseja continuar?
M.- 10?! Hum, estranho, fartei-me de mudar de número enquanto tive na Vodafone e nunca foi preciso pagar nada, era só telefonar e, pronto.
O.- Pois, a política da Optimus é diferente, como deve compreender a mudança de número requer muitos movimentos e algum cuidado...
M- Pois...
O.- ...não vá um cliente nosso ucraniano começar a receber chamadas para sí às 5 da manha!
M.- Eheh, nem faria grande mossa porque quem me telefona às 5 da manhã costuma estar tão cheio de bebidas russas que a conversa até seria interessante.
O.- Eheheh, é possivel, é possivel. Estou aqui a ver os seus registos... Hum... O seu número antigo era o 967803947?
M.- Oh minha querida, não faço a minima ideia, fosse eu a decorar os números todos que já tive... Mas pronto, eu não sei se quero mudar desta vez, já que tenho de pagar... Eu vou ver e depois volto a ligar, acho eu.
O.- ...
M.- Mas queria falar consigo, não queria ter que explicar tudo outra vez a um colega seu borbulhento e... gostei da sua voz. Quando telefonar vou pedir para falar consigo, está bem? Diz-me o seu nome?
O. -...
M.- Estou?
O.- Concerteza Rita, daqui fala a Joana. E a Optimus sugere que sempre que estiver interessada em mudar de número ou de pessoas, que tenha o discernimento de deixar a porra da chave e não lhes levar lembrançazinhas de casa, nomeadamente o meu Discman e a escultura do Cubo de Mármore, que diga-se de passagem deve ser a coisinha mais arrumada que deves ter na merda dessa casa!
M- ...
O.- Visto não ter mais nenhuma questão Optimus, dou por encerrada este ligação!

PIIII!!!
O. - Atendimento ao Cliente Optimus, boa tarde. Com quem tenho o prazer de estar a falar?
Homem- Olhe, muito boa tarde, eu, err, eu perdi o meu cartão!...





Hey, gente! Sei que tenho andado bastante ausente e tal, mas tenho andado... a trabalhar. Sim, eu produzo!!! Tou na optimus a atender burgessos, das 5 às 11 da noite, lá pros campos grandes. è terrivel, mas ao menos trabalho num cubículo. Apesar de ser fã do Dilbert, a verdade é que sempre gostei da ideia de cubículo, tipo o teu próprio espaço dentro de um não-lugar...
Seja como for, é deprimente mas tou quase a receber. Digam-me coisas, já não me posso dar ao luxo de deprimir!!
E agora tenho de ir correr pra casa, acabei de me aperceber que deixei os óculos em casa. Cya!!

sexta-feira, agosto 03, 2007

Pequenos prazeres ocultos aqueles que estão internados num hospital.

Vocês não sabem, mas eu digo-vos: estive quatro dias internada no hospital de Faro e três dias no Santa Maria. Como tal, tive bastante tempo para observar a flora, fauna e pequenos costumes desses seres que habitam o temeroso mundo dos hospitais portugueses.

Se pensam que vão para o hospital para descansar, estão muito enganados. Vão para ouvir gritos de noite, doentes deambulantes que não sabem muito bem para onde vão e tentam convencer a enfermeira que têm o tio Eufrâmio à espera lá em baixo, que é uma emergência e precisam mesmo de sair. Há também aqueles que fazem questão de vomitar no quarto, apesar de se poderem mexer e de a casa de banho ser a menos de cinco metros, obrigando as restantes pessoas a controlar a náusea a noite toda. E depois há aqueles que fazem questão de gritar noite e dia, esperando que por entre os "uis" e "ai Jesus/ meu Deus" a enfermeira se compadeça e lhes dispense uma dose extra de comprimidos para dormir, aliviando doentes e pessoal.

Num hospital não existe dinheiro. A economia baseia-se na troca directa, no contrabando de suminhos, bolachas, chocolates e, quiçá com alguma sorte, uma refeição com sal.
Partilham-se histórias e vivências, confessam-se mágoas e crimes, fazem-se promessas de contacto futuro. E tudo isto porque não há mais nada para fazer.

Num hospital há poucos prazeres. Estar o dia inteiro numa cama a olhar estupidamente para uma televisão não é especialmente interessante. Vai daí que decidi fazer uma lista dos pequenos prazeres a que não damos muito valor no dia a dia, mas que nos parecem pérolas assim que temos alta.

Aqui vai ela:

- coçar o nariz com as duas mãos.
- tapar sozinho a narina para inalar o medicamento da asma.
- cortar o bife.
- subir e descer da cama
- coçar o rabo, dar peidinhos e arrotar.
- ir a casa de banho sem se preocupar com o barulho ou com as possíveis infecções/vírus que podemos apanhar se nos sentarmos na sanita.
- dormir de noite.
- dormir de dia.
- lençóis sem cheiro a éter.
- comer comida com sabor.
- bater palmas.
- tomar banho com as duas mãos.
- despir e vestir a roupa sem ter que passar o boião do soro, do paracetamol e do antibiótico pelas mangas.
- deixar cair coisas ao chão e apanhá-las, sem esforço absolutamente nenhum.
- estar sozinho.
- não ter horários para estar com os amigos.
- silêncio.
- dobrar o cotovelo ou a mão sem dores.
- lavar a cabeça com as duas mãos, sem nos preocuparmos em molhar o braço ou ter dores.
- lavar os pés antes de ir para a cama.
- tirar macacos do nariz.
- dizer asneiras, praguejar ou dizer mal de alguém.
- ver alguma coisa na televisão que não seja telenovelas ou programas da manhã/tarde.
- dormir em qualquer posição, sem lençóis por cima, sem nos preocuparmos se temos as cuecas ou o soutien à mostra.
- dormir sem ter que pensar em todos os malucos que estão internados no nosso quarto e no quarto ao lado e no que lhes irá pela cabeça.
- não cheirar os peidos da velhota do lado.
- roer as unhas.
- falar alto.
- cantar.
- dar gargalhadas sem nos sentirmos culpados pelo mau estar das pessoas do lado.
- dizer piadas maliciosas, com a certeza de não ofender ninguém.
- não cheirar chichi todo o dia.
- fazer a depilação.
- sexo.
- sentir-se bonita, ou pelo menos apresentável.
- ter conversas privadas.
- não se sentir obrigada a estar com as pessoas.


Há muitas mais coisas que se poderiam inserir nesta lista, mas a minha avó chegou, estou cheia de fome e quero ir gozar a minha liberdade recentemente adquirida.

Um grande bem haja para todos!

quarta-feira, junho 27, 2007

O nosso amor é verde!

O nosso amor é verde e tudo o mais que nos rodeia, mas não digam a ninguém.


http://www.youtube.com/watch?v=nKYLU5D9niE

Garanto que não se vão arrepender! A melhor assombração da vossa vida ou morte!

sexta-feira, junho 22, 2007

Power Pimba for life!

"Tu és emigrante/Vem ser emigrante/Se tu não emigrares/Não vais saber o que é/Ser emigrante...(ad infinitum)" - Canção do Emigrante


A primeira coisa que me passa pela cabeça quando oiço composições sublimes como "Afinal Plutão era só um calhau" ou a "Canção do Emigrante";ternurentas odes ao amor como "A Natasha não limpa nada" ou " A vaca que ri"; ou verdadeiras musicas de intervenção que tocam na ferida como "Nunca provei caviar"- é que este gajo tem demasiado tempo livre.
Bem, ao menos o homem oferece exactamente o que promete: Por isso toca a escolher o par mais bonito do baile e rockar com brio, que as bifanas não vão a lado nenhum!!

www.myspace.com/emanuelcasimiro

segunda-feira, junho 18, 2007

Sim...

E sim, novo layout. Como é óbvio, preciso de sugestões. Mas atenção que todos temos aquela dificuldadezinha em aceitar o novo, por isso este layout não será mudado até pelo menos à proxima semana, para nos habituarmos. Depois sim, que começe o deitar abaixo e o mal-dizer.
Mas até agora, tá simples o suficiente, não tá? A ver vamos, digam coisas.

Ps. Acabei de ter uma frequencia em que já sabia as perguntas E as respostas. E mesmo assim só dormi 2 horas. Sou O falhanço.

Depois explico #43


Não perguntem, não torçam o nariz, não vomitem:

Quero histórias de casa de banho, as vossas histórias de casa de banho. Não têm de ser histórias, dêem-me momentos, gente famosa que lá encontraram, pequenos detalhes que vos irritam nas casas de banho publicas. E em casa, lêem os rótulos do shampoo se for preciso ou conseguem estar sentados no trono a olhar para o ar? Já tomaram decisões na casa de banho? È a casa de banho a divisão mais intima da casa, ou é o quarto?

Falem-me, digam-me coisas, digam-me o que vai na vossa cabeça e na vossa bílis...


ps. humor de casa de banho aceite.

ps. Sim, Duke, podes delirar.

segunda-feira, maio 28, 2007

Fritei.

Chu va

Chu va

Chu va


Pim pim pim pim.

segunda-feira, maio 21, 2007

Então e a Anita?

Epa tava aki a ver, já com tantos posts e tendo o nosso blog o honorífico título de "Anita vai ao mel e outras cenas..." porque é que ninguém fala da dita cuja supracitada ANITA? Só se fala de "e outras cenas" que é o título minor. Ninguém quer fazer isso???

sexta-feira, maio 11, 2007

Oh joy!



São normalmente injustiçados, os rapazes. Vemo-los na rua e nos telejornais, de braços cruzados e ar de quem leu o ultimo Paulo Coelho e não está nada satisfeito, unhas dos pés pintadas com as três cores celestiais (isto nas mulheres, que os homens portugueses são muito machos) e erguemos logo as cabecinhas dizendo que eles são mal-dispostos e, como tal, coizinhas ruins.
Pois tenham lá calma, seus comunas: o grupo Juventude Nacionalista está cá para agitar consciências e ressuscitar a alegria do Hino: o seu site criou uma secção de humor.
E que bem humorados são os rapazes! Eu ainda me estou a rir...

terça-feira, maio 08, 2007

É simples.

A simplicidade fascina-me.

Sou desprovida da capacidade de ser simples e por isso sou infeliz. Penso demais nas coisas.

Porque todo aquele que pensa, examina. Todo aquele que examina disseca os mistérios da vida roubando-lhe lentamente a magia e a vontade de existir. É esta, em suma, a causa da depressão. O conhecimento da triste realidade. O reconhecimento de que não há mesmo mais nada, que o que se vê é aquilo que temos. E isso é insuportável. Tão insuportavel que procuramos refúgio nas coisas mais absurdas, nas rotinas mais castradoras, nos vícios mais destutivos. Afogamos as mágoas em visitas ao supermercado e baldes de gelado de litro e meio, enquanto nos viramos para o ecrã e lhe imploramos que nos entretenha. Lemos a Maria, a TV Guia, a Mariana e a Caras para nos lembrarmos que não é por sermos bonitos e famosos que temos menos problemas. Rimo-nos da desgraça alheia com desdém e escondemos as vergonhas próprias junto ao pó da casa, por baixo do tapete de arraiolos da gigantesca sala de estar. Falamos do amigo da tia da filha da vizinha que diz que fez não sei o quê á sobrinha do marido da Maria Amália e que ela agora está muito mal, coitadinha.

É esta vergonhosa a essência do ser humano: renegamos a tão invejada inteligência sem nos apercebermos disso. Apagamos a consciencia com entretenimento barato, musicas descartáveis e relações amorosas superficiais, enquanto nos obrigamos a acreditar piamente que temos uma missão no mundo, que somos imprescindíveis à humanidade. E isso faz-nos humanos burros.

Burros, mas felizes.

sábado, abril 28, 2007

Cá estamos.

Hoje vou falar-vos sobre os problemas do meu teclado. É um tema como outro qualquer e faz algum tempo desde a última vez que este blog teve o prazer de ler algo escrito pelas verdes folhas deste verde agriao, por isso os queixumes terão que ficar de lado. (mais tarde perceberão a dificuldade em escrever miNhas, Não, teNho ou qualquer outra palavra de que N faça parte.)

Esta situação já se arrasta há varios meses. Tudo começou com um simples piscar de luzes, uma ligeira ameaça de má ligação do teclado com o computador. Essa má ligação cada vez ficou pior, até que chegámos ao dia em que o teclado só trabalha em certa posição e, se sair dela, temos a promessa de meia hora a ajeitar o pobre fio, o que se revelou exímio para aqueles com quem falo pelo computador (todos adoramos esperar meia hora por uma resposta, sem saber se a pessoa com quem estamos a falar está). Caia eu em erro e pouse algum livro em cima do fio e PUFF já está: meia hora. Ou quiçá um cd, um copo, ou até mesmo uma folha de papel... PUFF: meia hora.
Qualquer dia vou cobrar ao meu irmão todas as meias horas de vida que já perdi a ajeitar esta @£@! de teclado e ele vai chorar.

Mas, caros amigos... Fossem estas todas as maleitas deste mágico acessório e eu seria uma mulher feliz... Jamais! Há uma maleita, a mãe de todas as maleitas, aquela que faz com que o meu cérebro mirre a olhos vistos! É que para escrever N sou obrigada a procurar um martelo e aplicar toda a força dos meus braços sobre a tecla (o que demora algum tempo e é um bocado chato). Ora isto obriga-me a esmifrar a cabeça em busca de palavras sem a letra N para me exprimir (reparem que N só foi utlilizado como N, salvo em miNhas, Não e teNho).

E é assim a vida de quem tem irmãos que vieram depois ( e que são bestas).

È triste, mas é assim.

(optei por ocultar o facto de cairem coisas esquisitas ao virar o teclado... é demasiado humilha... co... merda e um adjectivo destes sem N?)


PS : http://www.youtube.com/watch?v=_ojSMLLjsCg --» já foi mais difícil ficar assim...

quinta-feira, abril 26, 2007

Meat


Um hambúrguer por mês.
Não, uma visita ao MacDonalds por mês...
Sim, uma visita ao MacDonalds por mês, independentemente do que lá coma. Isso inclui os MacFlurry’s, os MacSundays, as tartes de maçã, os Mcnuggets e todos os outros filhos de Lucifer, o filho da Manhã.
Não tem de ser complicado, em termos racionais até é o mais plausível, vamos ver se resulta.
Objectivo final: banir a fast food da minha alimentação regular num período de 3 anos, tornando-a numa refeição rara.

Razões para o fazer? Difícil é encontrar razões para não o fazer.

Se valorizamos realmente o lado racional do bicho homem, o mesmo que andava a fazer tags nas cavernas do Alqueva e que agora as faz por detrás da sede da TMN, então por esta altura já seríamos todos vegans, ninguém usaria cabedal excepto os Fonzie impersonaters e ninguém, (repito), ninguém aumentaria o buraco do ozono só para ter o cabelo como a Farrah Fawcett.
Nenhuma destas coisas aconteceu - pelo menos a nível generalizado - por isso a solução para o problema reside infelizmente nas acções pessoais e, mais infelizmente ainda, na consciência humana. Já referi a Moda? Não? Então na Moda, também.

Bem, não me quero atrever muito nesse assunto, mas eu não me lembro nunca de ter ouvido falar de terroristas com problemas de consciência: se não virmos as nossas acções como más, ou como prejudiciais para o Mundo em geral, então dificilmente a nossa consciência irá dar alerta algum! Por isso, sempre que entrar num MacDonalds, terei de me interiorizar de factos e só eles se poderão pôr entre mim e o cheeseburguer a 1 euro.

Nutrição
- O ser humano é omnívoro, o que não significa que a sua dieta terá obrigatoriamente de conter carne e vegetais, significa sim que ele pode consumir ambos.
- A nível nutritivo, a carne está cheia de coisinhas boas, mas todas elas podem ser encontradas noutro tipo de alimentos.
- A carne está cheia de coisinhas más, para além da gordura.
- Podemos sobreviver somente do consumo de vegetais e outros que tais, mas o sonho de uma dieta à base de picanha não passa disso mesmo. (chuif)
- Mummy says it all the time- "Eat your veggies!!"

Valores
- Nunca se consumiu carne como agora. Todos os dias, milhares de seres vivos conscientes são transformados em toneladas de carne que excedem em muito a procura do mercado, grande parte dela acabando por apodrecer antes de chegar a algum lado.
- As condições de abate são as conhecidas. A criação de animais mutantes para satisfazer determinada necessidade de determinada companhia é simplesmente atroz.
- Qualquer animal carnívoro mata para sobreviver. Nós não só não entramos nessa categoria, como desenvolvemos toda uma indústria á volta dessa matança. Os meus valores pessoais consideram o Ser Humano mais um animal entre outros, diferente apenas por ter compensado a sua fraca adequação ao meio pelo desenvolvimento das suas faculdades mentais. O cliché assegura-se: "Com que direito então...?"
- Maybe Meat is Not Murder, but too much meat is definitly controlled genocide.

Política
- Ao consumirmos um hamburguer na Tasca do Ronald estamos a contribuir, directa ou indirectamente, para o excesso de consumo de carne no mundo ocidental; para a continuidade dos maus hábitos alimentares; para assegurarmos a obesidade como a segunda causa de morte evitável no mundo ocidental, depois do tabaco; para a exploração de milhares de empregados em todo o mundo e para o aprofundamento do fosso entre ricos e pobres; para o alastramento ao resto do mundo de um domínio sem rival da face mais negra do capitalismo; para a desflorestação do globo e, portanto, para o aquecimento global; para o desaparecimento dos pequenos restaurantes locais; para a exoticação da alimentação saudável, como coisa para um dia especial, pois nós os pobres não podemos comer bem todos os dias...
- Se me convencerem que o Director Geral da MacDonalds Inc. se alimenta com os seus produtos, então nesse dia provo o Mc.Bacon, esse clássico que me tem escapado estes anos todos.

Apesar de ter sido gritado em todo o lado e até à exaustão, cada vez levo mais a sério aqueles versos do Billy Corgan :"Despite all my rage, I'm still just a rat in a cage". Quase nenhum dos detergentes que uso em casa são bio degradáveis, continuo a fazer imenso lixo, recuso-me a ir prás ruas lutar contra seja o que for, não gasto dinheiro para me manter informado, fecho os olhos à Somália e ao Iraque.
Afinal, se eu digo estas coisas todas, de que estou eu à espera para me tornar vegetariano (ou mesmo vegan)? Se é pra fazer as coisas, porque não fazê-las bem feitas? E mesmo que me tornasse vegetariano nos próximos 5-10 anos, não estaria a remar corajosamente contra a maré! - O vegetarianismo e seus derivados estão na moda, a indústria macrobiótica está a explodir, a consciência ecológica está como nunca esteve! NÃO ESTARIA A FAZER NADA DE ESPECIAL!
Mas então porquê tanta reserva?

A razão é simples: Picanha.

sexta-feira, abril 20, 2007

Post sobre posts

Visto que agora está na moda escrever posts sobre tudo porque não escrever posts sobre posts?

Ora este pretende ser um post meramente desprovido de sentido, tal como todos os outros que eu faço, contudo, este leva a inutilidade da existência postiana a um esplendor máximo, a uma altura nunca jamais atingida por nenhum outro, nem sequer inigualável por nenhum outro comum mortal post e desafio desde já a que encontrem um post tão inútil quanto este. Claro que a resposta ao desafio terá de ser enviada para o apartado 502, Falagueira sul, com um aviso de recepção, numa carta registada, num envelope de 21 gramas, numa folha A4, com o vosso carimbo branco pessoal, devidamente datada e com os vossos dados pessoais mínimos, tais como nome completo, nome dos pais de casados e solteiros, morada, n.º da segurança social, do SNS ou ADSE (as pessoas que possuam outros regimes terão de preencher o formulário 51/82 da portaria de 15 de Maio de 1987), NIB, n.º do BI ou de carta de condução, eventualmente passaporte (reparem como não deixámos os emigrantes de fora, apesar deles após alguns dias de permanência só desejarem nunca ter estado dentro), nome dos vossos animais de estimação com os seus devidos grupos sanguíneos e é claro, last but not the least, o vosso boletim de vacinas devidamente actualizados.

A inutilidade será imensurável, observem como eu já escrevi, e passo a contar, 239 palavras. Espero que esteja bem contado porque não me apetece contar palavras o que é extremamente atrofiante para o meu cérebro que começa a achar estranho contar palavras e ler números quando deveria ser o inverso. Se duvidem, experimentem, contem as palavras até ao 239 e tentem ler este número 1000100010.

Como não poderia deixar de ser terei de fazer uma breve introdução ao post. E é claro terei de ir à etiologia da palavra. Ora muito bem, post do inglês, cuja brilhante tradução para português é POST. (Gostaram??? Foi muito profundo! Como devem imaginar horas e horas de pesquisa googleianas ter-me-iam dado uma explicação bem culta e intrincada mas eu preferi, por algum motivo alheio ao meu pensamento racional, escrever esta trampa de significado).
Claro que se tentarmos arranjar um equivalente em português o resultado seria desastroso, eu própria tive a pensar no assunto 5 segundos e meio e não consegui encontrá-lo. Pensei em nota, mas depois lembrei-me dos post its e fica um bocado estranho. Pensei também em afixar, cujo substantivo correspondente seria afixo, o que parece ainda mais estranho… ah e tal vou fazer um afixo. Fiquemo-nos pela versão original.

É claro, que como boas pessoas que somos, teremos imediatamente de usar este estrangeirismo tanto quanto possível na nossa língua, se possível estragar-lhe todo o significado original, dizê-lo de várias e estranhas maneiras diferentes e inventar verbos, adjectivos, interjeições, etc alusivos a este. Assim, quando nós fazemos um post estamos a POSTAR. O melhor exemplo que me lembro que tão bem representa a nossa capacidade de destruir palavras é talvez o scan. Fazer um scan em português já foi chamado de scanar, escanar, scanear ou escanear, mas nunca de digitalizar. Tal como imprimir – printar ou o GAP aniónico – buraco aniónico.

Adoramos postar, falar de tudo o que nos vem à mente, escrever sobre nós, os outros, a vida, a morte, o amor, coisas completamente irrelevantes quando comparadas com este supremo post (reparem novamente que não somente ainda não disse nada de jeito, como ainda não falei sobre posts).

Vamos então lá falar de posts! A verdade é que não há nada para falar de posts, como eu aliás já tinha pensado quando comecei a escrever este post e como tal o meu post acaba por aqui.

Espero que tenham amado tanto quanto eu este post sobre posts em que na frase anterior falei brilhantemente do contributo do post para a formação da nossa identidade socio-cultural e todas as suas ideossincrasias subjacentes, ténues mas patentes e fundamentais para justificar a existência do ser. Despeço-me com a não menos brilhante frase, que eu insistirei que não caia na memória colectiva do esquecimento: beijinhos, abraços e muitos palhaços!!!

Actores!!!


Meus, sabem aqueles vossos amigos que já entraram numa ou outra peça e que não se chamam actores mas sim artistes? Sim, esses dos óculos de massa e/ou da saia gigante colorida, do tabaco de enrolar de marcas obscuras, das conversas sobre Comércio Justo entre bafos de axe...
És um deles?
Pois WE NEED YOU!!

A nossa Atopos está à procura de 6 mancebos e mancebas para uma curta metragem, a ser rodada de 1 a 7 de Maio na Covilhã. Viagem, alojamento, charros e roupa interior lavada estão assegurados, mas é favor contactar-me o mais depressa possivel- SIM, o tempo urge!

De notar que se trata de um filme de faculdade, pelo que não esperem pagamento, mas esperem muita experiência e mais um sorriso no Curriculum.

Se ainda não tiveram coragem de falar com aquele vosso amigo, porque se esqueceram de ir à estreia daquela peça manhosa naquele teatro obscuro, é chegada a hora de reatar! AnitaVaiAoMel promove a amizade.

quarta-feira, abril 18, 2007

O sonho de um Pirilampo Mágico





Eu sou um Pirilampo Magico. Que voo até ao principio da lua e me perco no seu fim. Que mergulho no fundo do mar mas não me afogo, porque sou mágico, e porque resisto à inexistencia de ar na lua. A minha missão é iluminar o caminho dos mongolóides. Peço perdão por tal comentário prejurativo, mongos não, pessoas que sofrem da síndrome de Down, Trissomia 21. Pois essa palavra pode ofender indivíduos lá do pais da Mongólia. E o que nós, os pirilampos mágicos, não queremos é conflitos. Eu sou comprado por pessoas que gostam de ajudar os trissémicos vinte e uns (mongos, mas não da Mongólia). Somos uma companhia para elas, nos carros, casas, em todos os lados estamos pendurados a mostrar aos outros que essas pessoas gostam dos mongos. Além disso brilhamos quando as luzes se apagam. Todos os anos reunimos celebridades que cantam connosco e apelam à nossa compra. Porque um sorriso dum mongo (T21) vale todos os cêntimos gastos.

Eu tenho um sonho, o de acabar com todos os mongos do planeta! Tal como Hilter sonhou em aperfeiçoar o Ser humano... Desculpem, não estou a dizer para exterminar todos os mongos, estou a dizer para todos vós comprarem cada vez mais Pirilampos Mágicos, para que o dinheiro ajude a que seja descoberta a cura deste síndrome e que já não nasçam mais mongos, e então deixem de existir mongos neste nosso planeta...

Todos juntos: OÁSIS!


O calor voltou. As roupas diminuíram, os egos emanciparam-se da razão e os escassos espaços verdes da cidade enchem-se para o provar. O jardim da Gulbenkian ( todos juntos: OÁSIS!!) está salpicado de tops e maus calções, de putos para quem ninguém tem paciência quando o sol está bom. O verão na cidade é cansativo... e eu adoro.


É por isso que estar a escrever este post numa sala de computadores da faculdade é mais trágico. Vocês, a quem a vida sorriu e que têm net em casa, provavelmente desconhecem este tipo de lugares - talvez tenham passado muito ao de leve pelo lugar para ir reservar uma sala de grupo - mas nunca pararam para veslumbrar o nicho pois nada vos diz, embora uma luzinha no vosso interior se sinta segura ao saber que, caso haja necessidade, eles cá está, e não parece assim tão mau...
Desenganem-se meus lindos, há uma razão pela qual os acessos a essas salas são sempre tão manhosos: como um labirinto gregono meio da cidade que esconde um terrível monstro que envergonha a população - ou talvez alguém adepto de meias brancas - as salas de computadores escondem-se por detrás do edifício principal, por detrás de um longo corredor, por detrás das casas de banho, por detrás de um funcionário com uma t-shirt do Hard Rock Café gasta e como bastante relevo na zona do umbigo... No meio do grotesco labirinto, uma sala feia. E quando digo feia digo Ferreira Leite feia, digo verruga no sobrolho, digo Cavaco com o fato de banho do Borat. A sério, entrar na sala sem cuspir é um teste de carácter e, a avaliar pela quantidade de gosmas no balde à entrada, não deve esperar muito de quem estuda ciências sociais e comunicação (mas não é preciso um balde cheio de nhanha pra vos dizer isso, right?

A primeira coisa que se aprende quando se é obrigado a frequentar estas espeluncas é que nunca há computadores suficientes. Aliás, até pode haver, mas das duas uma: ou não têm monitor, ou não têm rato. Por vezes até falta o teclado mas é mais raro, pois é mais difícil de roubar - não perguntem acerca dos monitores, vocês não querem saber e eu também não.
Enquanto esperamos pela nossa vez de utilizar as poucas máquinas funcionais, há tempo (muito) para olhar o espaço com mais atenção: Os nossos olhos são indefesos perante as cores berrantes dos cartazes afixados em absolutamente todos os cantos limpos da sala, que falam inanidades utópicas sobre a proibição de comer ou beber, falar ao telemóvel, falar alto e usar "programas de chat". Quando alguém se levanta da cadeira o nosso coração bate mais depressa, mas enquanto observamos a pessoa a abandonar o Messenger para gritar para o seu telemóvel que a sandes que está a comer já é de ontem, perdemos a esperança.

A perseverança é a característica chave dos nativos: o importante é não abandonar a fila de espera, pois é certo que esse será o momento em que aquela gaja chata da turma de Sociologia se vai embora, deixando o lugar livre. Aquele cu gigante está sentado em ouro puro!

Estamos finalmente sentados e contemos brados de júbilo, mas o humor muda quando olhamos para o teclado: a barra de espaços parece gritar a cada batida, o delete não está onde devia estar e, com alguma atenção, podemos notar uma pequena cultura de cogumelos a crescer saudável entre o S e o F.
Tudo bem, é melhor que não ter.
Clicamos no IE do desktop (inundado de ficheiros com nomes como "Situando a Sociologia -Politica" e "Fotografias de Mulheres Africanas") e somos automaticamente direccionados para o blogue da última pessoa que cá esteve, que nos fez o favor de meter as suas escrituras tão essenciais como home do browser.
Sairíamos rapidamente para as páginas que nos interessam, mas a velocidade é tão má que temos tempo para ler todo o blogue enquanto o site carrega.
Ler faz bem.

Nestes tempos de loading, cedemos sempre à tentação de olhar à volta - temos mesmo que saber, não é?
Nunca aprendemos: a comunidade cabo-verdiana, sempre em grande nesta sala, troca pareceres em crioulo, assumindo provavelmente que toda a gente é ou devia ser falante; ao meu lado o Carlos, de quem se diz que nasceu aqui, vê pornografia barata num monitor cor-de-rosa; os italianos vão escrevendo o máximo de mails possíveis numa hora, tirando a intervalos médios de 5 minutos mais uma peça de roupa... e mais uma, ... e mais uma, ... e WOW! Volta-se ao nosso mundo e o site está longe de ter carregado. Tudo bem, a derrota faz parte da vida, o que importa é competir, pelo que abandonamos a sala não sem algum arrependimento, mas para gáudio do infeliz que tanto esperou pelo nosso lugar.

Lá fora o Sol atordoa e ouvimos os passaros cantar pela primeira vez em semanas. Os prédios irradiam luz e cor, os automóveis não são assim tão barulhentos e o cheiro da gasolina até desperta. Uma ida à Gulbenkian (todos comigo: OÁSIS!) é material de sonhos e descobrimos que, afinal, somos bem felizes como citadinos.
Como o menino que, quando liberto da arca frigorífica avariada em que se tinha trancado a jogar às escondidas, olhou a lixeira e achou-a colorida...

quinta-feira, abril 12, 2007

SPAM on da go!!!



Gente, give it up. Criem uma conta no google, é só seguirem as instruções. Eu sei, eu sei, as corporações...

quarta-feira, abril 04, 2007

O amor nunca deve ser escondido!

Isto estava algures no meu carro. Era um bilhetinho (sim porque era mesmo mínimo, recortado à medida). Passo a transcrever:

“ Pa ñ te queixares que eu só te escrevo na net … eheh
Bjokas fofas :)
Fabíola

P.S. – CUIDADO C/O MI!!!Ele é MTO gay!”

Como isto não deve ser pra mim, presumo que seja uma mensagem de amor, denotando aqui já uma relação intensa e escaldante entre a Fabíola e o Kadgi. Dissequemos.

Observem o tom carinhoso inicial, “pa ñ te queixares que eu só te escrevo na net… eheh”. Daqui podemos ver que o kadgi passa a sua vida a se lamuriar qual apaixonado que mal consegue esperar que a sua amada lhe escreva. Os minutos passam como horas e os segundos como dias. Lá está ele à sua varanda com vista para... os prédios da frente a suspirar, com os seus 12 relógios de pulso a ver se por alguma descontinuidade espaço-tempo, a hora de reencontrar o seu docinho de coco chega mais cedo.

O eheh, mostra-nos alguma culpa da parte da Fabíola, por não poder dedicar mais tempo ao seu biscoitinho de mel. Porque não consegues estar com ele Fabíola? Será que é uma questão que fazes a ti mesma à meses, ecoando no silencio da escuridão, em todas as noites que passam afastados? Ou será que o estavas a evitar por algum motivo mais profundo, talvez algum segredo temível que não queiras revelar?

De qualquer modo, valeu a intenção e o arrependimento é claramente demonstrado por este, à primeira vista inocente e simples bilhete, que sob um olhar mais atento é na realidade uma inteira alegoria ao amor.

Observem a despedida romântica, doce e suave – “Bjokas fofas :)”.
Não apenas umas bjokas quaisquer, como se o seu pauzinho de canela (kadgi) fosse um qualquer. Não! Este pauzinho de canela não mexerá um café alheio, apenas o seu torrãozinho de café, que dá pelo nome de Fabíola.

O smiley :) remete-nos para toda a comoção, todos os profundos sentimentos à muito guardados e que não poderão permanecer mais um segundo sequer no desconhecimento, já não podem ser contidos, têm que ser tornados públicos, nem que seja por um aparente esquecimento de um qualquer bilhete num carro alheio. Meus amigos, não poderiam ter escolhido melhor pessoa que eu para interpretar os vossos verdadeiros sentimentos.

Quanto à última parte “CUIDADO C/O MI!!! Ele é MTO gay!”, confesso que me deu algumas dores de cabeça e ainda não decifrei completamente o código contudo, tenho algumas hipóteses bem válidas.

a) Meu Irmão. Talvez a Fabíola tenha um irmão terrível, com um historial de drogas, assaltos a bancos, homicídio e adquiriu na cadeia ou quem sabe cá fora, esses hábitos gays.

b) Misterioso Inimigo. Alguém que volta e meia confude o esquema a este casal de pombinhos, enviando bilhetes falsos, e até usando outras tácticas mais manhosas, sendo o responsável por este terrível afastamento do nosso parzinho amoroso.

c) MI poderá ser Michael Jackson (MI de MIchael). Ele é muito gay, pois já calculávamos que sim e temos de estar sempre atentos.

d) MI será o inverso de I’m. É a personalidade oculta da Fabíola que volta e meia aparece, é na realidade um gajo de 25 anos que como já sabemos é difícil de distinguir da verdadeira Fabíola, tendo o kadgi de ter muito cuidado. Como for, alguma destas hipóteses, ou quem sabe, um misto de várias terá de ser sem sombra de dúvidas a real.

Força apaixonados, o blog está com vocês!